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O delegado aponta que o candidato estaria fazendo promessas de campanha de regularizar esse loteamento que foi vendido de forma irregular e sem infraestrutura aos clientes

A Polícia Civil de Aripuanã (1.030 km de Cuiabá) cumpriu na manhã desta quarta-feira (28), um mandado de busca e apreensão na casa do vereador Audison da Silva Lima (PSB), que é candidato à reeleição, por ser investigado em crimes de estelionato decorrentes da comercialização de mais 300  terrenos urbanos de um loteamento clandestino, denominado Jardim Paraná II, no município em questão.

“O parlamentar é investigado pela comercialização irregular de imóveis em um loteamento clandestino no município de Aripuanã, onde induziu em erro essencial os consumidores, que adquiriram lotes urbanos", disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi instaurado após representação de notícia-crime encaminhada pela Procuradoria de Aripuanã, que ajuizou ação civil pública em desfavor do parlamentar.
O delegado Vinícius de Assis Nazário responsável pela investigação informou que objetivo da busca e apreensão foi apreender objetos relacionados à infração penal, que poderão servir de provas à comprovação dos delitos investigados.
“O parlamentar é investigado pela comercialização irregular de imóveis em um loteamento clandestino no município de Aripuanã, onde induziu em erro essencial os consumidores, que adquiriram lotes urbanos, omitindo características quanto aos imóveis vendidos em uma área desprovida de infraestrutura”, explicou o delegado.
Conforme o delegado, o vereador, mesmo após ter sido acionado judicialmente pelo Município de Aripuanã, e impedido de comercializar os lotes urbanos, agiu em plena desobediência à ordem judicial, continuando a vender e a receber valores decorrentes da comercialização dos lotes. Isso, segundo o delegado, deverá ser investigado com as provas obtidas com a busca e apreensão.
Além disso, o vereador será investigado pela lei Federal de Parcelamento do Solo, que considera crime contra a Administração Pública o desmembramento de solo urbano e a venda de imóveis não registrados no registro de imóveis, sem prejuízo da análise quanto à prática de crimes ambientais e do exercício irregular da profissão de corretor de imóveis.
A busca e apreensão foi deferida pelo Poder Judiciário na terça-feira (27) e cumprida nesta quarta-feira (28), pela equipe de investigadores da Delegacia de Polícia de Aripuanã.

Fonte: Reporter Mt
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